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terça-feira, 21 de abril de 2015

O Movimento Feminista e as Relações Internacionais

Como muitos já sabem, o feminismo é um movimento político, social e filosófico que tem como objetivo de promover a igualdade de direitos entre homens e mulheres por meio do emponderamento feminino.

Dentre suas discussões principais estão questões como:
- A dominação masculina e patriarcalismo: O movimento busca conceder a mulheres condições e direitos similares aos homens denunciando o caráter de dominação e patriarcal masculina que existe no mundo.
- As questões de gênero: O feminismo critica a teoria essencialista de gênero que coloca a diferença entre o feminino e o masculino como algo inato, biológico. O movimento propõe outras definições: Independente de qualquer base biológica, o gênero é uma identidade, uma reflexão de como o individuo vê a si mesmo e com a sociedade.

           A partir dessas considerações, as feministas de Relações Internacionais  consideram que o mundo é socialmente construído por relações de poder (assimetria) que demonstram uma lógica  de dominação masculina, ou seja, a estrutura  social do mundo é machista. Nesse sentido, tal lógica de dominação masculina é levada para os estudos das Relações Internacionais, pois os teóricos de RI observam e interpretam o mundo através essa ótica da dominação. Assim, as teorias de RI confirmam a dominação masculina no mundo. (REIS, 2007)


A divisão entre os espaços público e privado: atribuição de identidades generificadas


As feministas acreditam que essa divisão espacial limitou, por muito tempo, o acesso das mulheres ao mundo considerado público.
A “realidade” analisada pelas Relações Internacionais abrangeu apenas o mundo público – da política, economia e da guerra, esquecendo-se do mundo privado. (REIS, 2007)
Segundo Reis (2007), o feminismo propõe:
(1) Necessidade de se investigarem as conexões entre o público e o privado
(2) Levar em conta níveis não-institucionalizados do mundo privado onde a política também pode ocorrer dando assim, uma possível visibilidade à atuação feminina.

Bibliografia:

REIS. Sarah de Freitas. A POLÍTICA INTERNACIONAL SOB AS LENTES DO “GÊNERO”: contribuições do feminismo às Relações Internacionais Marília, Junho de 2007  Disponível em:<Bibliografia I> Acesso em: 20 Abr. 2015

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Anarcofeminismo

O anarcofeminismo combina a teoria anarquista de Mikhail Bakunin com o feminismo. Ele de modo geral considera o patriarcado como uma manifestação involuntária de uma hierarquia coercitiva, que deve ser substituído por uma associação livre descentralizada. Anarcofeminismo acredita que a luta contra o patriarcado é uma parte essencial da luta de classes, e da luta anarquista contra o Estado. Sua filosofia é baseada no fato de que as luta feminista e anarquista são essenciais uma a outra. (BROWN, 1993)

Existe uma divergência entre autores anarquistas sobre o papel da mulher na sociedade. Mikhail Bakunin sempre se opôs a maneira como o patriarcado e as leis sujeitam as mulheres à absoluta dominação masculina. Ele argumentava que homens e mulheres deveriam ter direitos iguais, pois só assim em uma sociedade anarquista as mulheres poderiam ser livres e independentes para criar seu próprio modo de vida. Bakunin escreve que no futuro a família como unidade judicial e autoritária irá acabar, e as mulheres terão total liberdade sexual. Essa visão é diferente de Proudhon que acreditava na família, como base moral da sociedade na qual a mulher deveria cumprir seu papel tradicional. (BROWN, 1993)
Neste sentido o anarcofeminismo, observa o capitalismo e o Estado combinados com a ideia de patriarcado, unindo ambas as lutas contra estes tipos de hierarquia. Ele argumenta que a sociedade moderna é dominada pelo homem, que valoriza: dominação, exploração, agressão, competição e etc. Estes valores para as anarcofeministas são tidos como hierárquicos e masculinos. E fazem contraste com outros valores: cooperação, compartilhamento, compaixão e etc. Que são tidos como femininos e não autoritários. A teoria anarcofeminista é baseada, portanto na criação de uma sociedade mais igualitária e com valores mais femininos, como a ajuda mutua conceituada por Piotr Kropotkin. Nesta sociedade a participação politica feminina, ficaria distante de qualquer conceito hierarquizado do atual sistema politico estatal, sendo portanto completamente igualitária, pois uma vez quebrada hierarquia estatal, o patriarcado e a dominação masculina da sociedade passariam a ser incoerentes, com o modelo de poder descentralizado anarquista de cooperação e ajuda mutua.(RAGO, 2005)
 

 
Bibliografia:

RAGO, Margareth. Mujeres libres: anarco-feminismo e subjetividade na revolução espanhola. Verve, 2005.
BROWN, Susan L. The Politics of Individualism: Liberalism, Liberal Feminism and Anarchism. Montreal: Black Rose, 1993.