Mostrando postagens com marcador educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador educação. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de maio de 2015

Mulheres na Arábia Saudita: Educação, Costumes e Direitos

Aeshah, uma jovem saudita usando o Hijab

A Arábia Saudita é um dos países mais ricos do Oriente Médio, principalmente por ser ter a segunda maior reserva e petróleo do mundo. No mais, o país também é regido pelas leis mais conservadoras do Islamismo, na qual o Alcorão é a base da constituição do país e dos direitos civis e políticos da população. A segregação de gêneros é exaltada em todo território nacional e com isso, as mulheres sauditas ficam reféns das leis islâmicas e dos costumes do país. (CORRALES, 2014)


Assim, a sociedade saudita está repleta de privações de direitos básicos para as mulheres. Dentre suas restrições estão a obrigação do uso do véu, não poder viajar, trabalhar, estudar e até se casar sem a permissão dos homens da família. Há universidades destinadas só paras as mulheres, com cursos limitados ou ligados à áreas que históricamente são propostos às mulheres como enfermagem e pedagogia. (CORRALES, 2014)
Em relação a vestimenta, o uso do hijab é obrigatório as mulheres quando saem de casa. Esse pano que cobre o rosto e os cabelos das mulheres, tem função de preservar a dignidade das mulheres e proibir que sejam desejadas por estranhos. Enquanto aos olhos ocidentais essa vestimenta é vista como ferramenta para silenciar e isolar as mulheres mulçumanas, muitas delas têm uma visão mais leve e romântica. (CORRALES, 2014)
Perguntada sobre o que pensa sobre o hijab, a saudita Aeshah Ali Awadh, de 25 anos diz que: "Vestindo o hijab eu me sinto como uma rainha que não exibe a sua beleza para o público a não ser que seja para homens de sua família ou seu marido". (CORRALES, 2014)
Outra proibição imposta às mulheres na Arábia Sudita é o direito de dirigir. No país há uma lei que impede as mulheres de terem carteira de motorista. O fato gera polêmicas no cenário internacional e também dentro do próprio país.  No dia 17 de Junho de 2011,  mulheres sauditas desafiaram a proibição de dirigir e assumiram o volante a partir de uma campanha das redes sociais chamada de Women2drive (Mulheres a dirigir, em português). (PRESSE, 2011)
Apesar dessas restrições  as mulheres da Arabia vêem um futuro mais otimista, principalmente porque o líder do país, o rei Abdullah, já realizou ações que reduziram a segregação de gêneros no país. Uma dessas ações foi o anúncio de que a partir de  2015 as sauditas poderão se candidatar e votar nas eleições locais para o conselho que supervisiona o legislativo das regiões. (CORRALES, 2014)
O ano de 2015 já chegou e espera-se que essa ação seja concretizada, pois seria um bom sinal para os avanços dos direitos humanos no pais, principalmente os direitos das mulheres.

Bibliografia:



PRESSE, Mulheres sauditas desafiam a proibição de dirigir. Folha de São Paulo. 17/06/2011. Disponível em:<Bibliografia I> Acesso em 11 Mai. 2015
CORRALES, Pedro. Uma mulher na Arábia Saudita (usando hijab, claro) Brasil Post. 07 Mar. 2014. Disponível em: <Bibliografia II> Acesso em: 22 Abr. 2015

quarta-feira, 4 de março de 2015

Educação e as desigualdades entre gêneros


O PNUD, a ONU Mulheres Brasil e a Secretaria Nacional de Juventude - SNJ fizeram um vídeo para celebrar o mês da Mulher! O vídeo mostra a opinião de algumas mulheres em relação a igualdade de gênero. O vídeo faz parte da série ‪#‎JovensMulheresLíderes‬.


O depoimento das mulheres mostram criticas a sociedade atual, patriarcal e machista e a  necessidade de melhor educação tanto no meio familiar quanto no sistema educacional como ponto importante para a compreensão das desigualdades entre os homens e mulheres. Para as entrevistadas a mulher deve buscar sua posição política e social na sociedade e quanto mais informação e debate sobre o movimento feminismo e a luta das mulheres por mais igualdade entre gêneros, melhor será a relação entre homens e mulheres e melhor será a construção de políticas publicas destinadas a elas.
Em 2014 o Fórum Econômico Mundial (FEM) divulgou uma avaliação entre as diferenças entre homens e mulheres nas áreas de educação, saúde, economia e política entre 142 países dentre eles o brasil que ocupava a 62ª posição e que figura agora a 71ª posição.em 2014 o Brasil perdeu posição em relação.(BELCHIOR, 2014)
Segundo o levantamento, apesar de manter índices de igualdade entre homens e mulheres nas áreas de educação e saúde, as estatísticas mostraram queda na participação feminina na política e na economia. Além da queda de salários e renda pelas mulheres brasileiras, outro critério que fez o país perder posição foi a existência de comportamentos na sociedade brasileira como a construção da mulher para o âmbito privado (ser mãe e dona de casa) e não optam por buscar determinado emprego porque acham que estão abrindo mão de ter uma família. (BELCHIOR, 2014). Apesar do país desenvolver políticas públicas para as mulheres, esse comportamento feminino das brasileiras retrata o machismo e o patriarcalismo da sociedade, que são difíceis de serem descontruídos e no qual o vídeo se propôs a mostrar: A real necessidade de se  demudar valores, emponderar as mulheres e de superação de questões de gênero e o papel importante da educação tem papel importante nesse processo.
Como curiosidade, a pesquisa também mostrou que a mulher brasileira agora entra na política por interesse próprio em participar das instâncias de poder, já que antes só se interessavam quando parentes homens já estavam historicamente na política. Além disso dentre os países analisados, Ruanda ficou na 7ª colocação por possuir grande pontuação em termos de participação política e econômica. Grande parte desse emponderamento das mulheres de Ruanda não vem de políticas públicas e sim mudanças no contexto dos papéis do cidadão. (BELCHIOR, 2014)

Bibliografia:
BELCHIOR, Marcela.  Participação política das mulheres desafia igualdade de gênero na AL. Portal Vermelho. [S.l], 17 nov. 2014. Disponível em:<Bibliografia> Acesso em 04 Abr. 2015