Mostrando postagens com marcador índia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador índia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Você sabia que existe o dia das viúvas e que elas também sofrem violência em alguns países do mundo?



Em dezembro de 2010, a Assembleia Geral da ONU declarou o dia 23 de Junho como O Dia Internacional das Viúvas. A violência contra as mulheres é uma das maiores violações dos Direitos Humanos e afeta mulheres de todas as origens, idades, culturas e países. Nesse contexto, as viúvas não são exceção e podem de fato estar em risco pelo uso elevado de violência.
Para chamar a atenção em relação ao sofrimento de milhares de mulheres viúvas e para, justamente, lembrar ao mundo as crueldades cometidas contra elas, a Assembleia Geral da ONU decidiu, comemorar o Dia Internacional das Viúvas no dia 23 de Junho de cada ano, e instou os Estados-Membros do sistema das Nações Unidas e outras organizações internacionais e regionais, dentro de seus respectivos mandatos, para dar atenção especial à situação das viúvas e seus filhos.
Sabemos que as mulheres sofrem mais retaliações em geral do que os homens. O caso das viúvas é apenas mais um triste fato dessa realidade, pois muitas vezes é desconhecido por muitas pessoas.  O abuso das viúvas e seus filhos é uma das mais graves violações dos direitos humanos, milhões de viúvas do mundo suportam a extrema pobreza, violência, falta de moradia, saúde e discriminação.  (ANJU.ORG, 2012)
Em alguns países, as viúvas frequentemente enfrentam uma negação da herança e direitos da terra, risco de vida, ritos de sepultamento e outras formas de abuso. As viúvas são muitas vezes despejadas de suas casas e abusadas fisicamente e até mesmo mortas. (ANJU.ORG, 2012).
Há alguns anos atrás, era costume entre comunidades hindus na Índia que as viúvas se sacrificassem vivas na fogueira junto com seu marido morto em um sentido honroso, moral e prestigioso, hoje a pratica é proibida pelas leis indianas, porém, uma viúva indiana ainda é vista como um peso para a família e é também olhada como sexualmente perigosa. A família do marido morto usa de todas as artimanhas para tomar as propriedades deixadas por ele, sem ter onde morar e por ser discriminada na sociedade, a viúva acaba indo viver nas chamadas “Casas de Viúvas” com péssimas condições de vida. Além do mais, acredita-se que elas devem passar por uma espécie de “purificação” e viver o resto da vida em sofrimento seguindo regras como dormir no chão e mendigar no rio Ganges. Apesar do Estado afirmar que as viúvas indianas deve ser tratadas igualmente, as sociedade indiana ainda continua com as descriminações e assim reproduzindo o aspecto patriarcal e machista de tal sociedade. (DIAS, 2014)
Para tentar amenizar este problema das viúvas, os governos devem tomar medidas para garantir os direitos das viúvas, tal como consagrado na Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção sobre os Direitos da Criança. Mesmo quando as leis nacionais existem para proteger os direitos de todas as mulheres, fragilidades dos sistemas judiciários de muitos Estados não afirmam o compromisso com esses direitos e por isso, a questão das viúvas devem ser abordados e discutidos. (ANJU.ORG, 2012)
Nesse sentido, é necessário programas e políticas para acabar com a violência contra as viúvas e seus filho, assim como a redução da pobreza, educação e outras formas de apoio às viúvas de todas as idades também precisam ser realizados. (ANJU.ORG, 2012)
Bibliografia:
AJONU. ORG, Dia Internacional das Viúvas. 17/10/2012 Disponível em<Bibliografia I> Acesso em: 09 Mai. 2015.
DIAS, Lu. Índia – As viúvas indianas. 9/08/2014. Virusdaarte.net. Disponível em:< Bibliografia II/>Acesso em: 09 Mai. 2015

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Feminismo na Índia: Gulab Gang

Gulabi-Gang-protest-photo-by-Torstein-Grude.jpg 

O Gulabi Gang é um grupo de mulheres indianas ativistas que surgiu no norte da Índia como uma resposta ao aumento da violência doméstica contra a mulher.

O grupo é um grande exemplo de união e solidariedade entre as mulheres indianas. A luta do grupo é composta de um ativismo real, que se empenha em questionar as condições atuais da mulher indiana e também oferecer suporte aquelas ameaçadas pela violência domestica cotidiana. A fundadora do Gulagi Gang, Sampat Pal Devi explica que ser mulher na Índia não é uma experiência muito agradável, a violência contra a mulher no país é explicita. Ela é evidenciada pela intensidade das agressões e torturas, pela grande quantidade de estupros e o crescente numero de rejeições aos bebes do sexo feminino.(KRISHNA, 2010)
A subjugação da mulher indiana depende de sua classe social, mas de modo geral a essência das proibições e concessões continua a mesma. As mais jovens e pobres não podem estudar, e as mais ricas são obrigadas a fazê-lo. Nem o fato de uma mulher sem bem-sucedida profissionalmente acaba com a subjugação, muitas mulheres são obrigadas a aceitar casamentos forçados e acabam tendo como único papel relevante na sociedade, o de gerar filhos para sua família. A luta do Gulabi Gang, portanto nesse tipo hostil de sociedade se estende de um ativismo real, até a representação politica formal, dando um passo de cada vez devido a sua obvia dificuldade de inserção, mas atuando como uma importante instituição de defesa e proteção das mulheres.(KHAN, 2010)

Bibliografia:
KRISHNA, Geetanjali. The power of pink. Business Satndard, 2010.
KHAN, Amana Fontanella. Wear a Pink Sari and Carry a Big Stick. Slate Magazine, 2010